terça-feira, 5 de fevereiro de 2013



Pegar um livro e abri-lo guarda a possibilidade do fato estético. O que são as palavras dormindo num livro? O que são esses símbolos mortos? Nada, absolutamente. O que é um livro se não o abrimos? Simplesmente um cubo de papel e couro, com folhas; mas se o lemos acontece algo especial, creio que muda a cada vez.
Jorge Luís Borges
Pensar sobre a importância da biblioteca escolar hoje para o processo de ensino-aprendizagem constitui repensar a própria prática de leitura na escola. Isso porque sabe-se que a biblioteca guarda os mais diversos tipos de livros e que, teoricamente, estão todos à disposição do aluno sempre quando precisar. No entanto, não é isso que de fato acontece.

No cotidiano escolar, percebemos a pouca (ou nenhuma) utilização da biblioteca como espaço educativo e informacional que promove leituras, análises, debates e encontros entre livros e indivíduos. A biblioteca, não raras vezes, é palco de punições. Basta um aluno atrapalhar a aula de um professor que logo é enviado, sem aviso prévio, à biblioteca ou à sala de leitura. Por isso, é de suma importância que repensemos o papel da biblioteca dentro da escola e sua significação.

Antes de qualquer proposta que leve os educandos a freqüentar a biblioteca escolar, é preciso pensar nos principais problemas que dificultam essa prática. São eles:

1º) O espaço físico - não raras vezes a biblioteca fica num canto escondido da escola. Um local pouco arejado, úmido, mal-iluminado, desconfortável e apertado. Para agravar a situação, muitas escolas dissociam a sala de leitura da biblioteca, apresentando-as como lugares distintos, quando deveriam estar num único espaço. Nesse sentido, a biblioteca em si não passa de um "depósito de livros".

2º) O acervo - geralmente desatualizado; os livros que se encontram na biblioteca diversas vezes estão em péssimas condições de uso. Muitos são doados pelos próprios professores que, querendo se livrar do "entulho", depositam-nos como doação. A falta de recursos para a compra de livros de qualidade contribui para a estagnação e o empobrecimento do acervo.

3º) Organização do acervo - a catalogação do acervo acontece de forma confusa, desorganizada e difícil. O sistema de números e letras dificulta o acesso ao objeto de pesquisa não só para o usuário como para o próprio profissional da biblioteca. Um catálogo mal-organizado e com classificação obscura colabora para a falta de interesse dos usuários pela biblioteca. A verdade é que muitas bibliotecas nem têm seu acervo arquivado de forma que permita a pesquisa dos usuários. Algumas escolas anotam seu acervo num velho caderno que só pode ser consultado pelo próprio funcionário da biblioteca para procurar o material solicitado. Dessa forma, o material não pode ser manuseado pelos usuários. Ou seja: não é permitido fazer descobertas no acervo.

4º) Empréstimo de material - algumas bibliotecas não adotam o sistema de empréstimo, permitindo apenas a consulta do material no local. Alegam que os alunos danificam os livros, arrancam folhas, rabiscam, demoram a devolver ou não devolvem o material. Por conta disso, não ocorre o sistema de cadastro e empréstimo de material do acervo.

5º) Horário de funcionamento - deparar-se com a biblioteca trancada não é pouco comum. O horário de funcionamento nem sempre condiz com os horários que professores e alunos podem e desejam utilizá-la. O fato é que o horário da biblioteca fica a cargo do horário da pessoa que lá trabalha.

6º) Profissional encarregado da biblioteca - infelizmente o que se vê são muitos professores em fim de carreira ou com problemas de saúde encostados nela. Assim, na biblioteca encontram-se muitos profissionais que precisam de um lugar tranqüilo, silencioso e vazio para passar os últimos dias, meses ou anos de suas vidas profissionais. Por isso, esses educadores preferem manter a ordem, o silêncio sepulcral e a disciplina no local. O pouco ou nenhum contato com o usuário é, assim, almejado; quando acontece, é frio, técnico e monossilábico. Às vezes, é adotado um sistema de empréstimo no qual o usuário solicita o livro por meio de um envelope. No dia seguinte ao pedido, o bibliotecário, em vez de orientar o consulente, deposita o pedido no mesmo pacote para que o usuário receba sua encomenda. A relação usuário-bibliotecário, nesse sentido, acontece também de forma impessoal. Outro ponto importante a se ressaltar é a condição desse profissional: não-leitor e não-incentivador da prática da leitura no local.

7º) Utilização da biblioteca escolar - é válido atentar para a falta de planejamento pedagógico, de projeto que integre a biblioteca ao projeto político-pedagógico da escola. Muitas vezes os usuários reduzem-se a alunos que vão ao local tão-somente para copiar verbetes de grandes enciclopédias e dicionários antigos e empoeirados. Quando a pesquisa na biblioteca não tem como base a cópia, o lugar é mal-utilizado, servindo como local de descanso ou conversa de alunos ou, o que é pior, como espaço de punição.

Alguns professores exigem que os alunos que não estão em sala de aula sejam castigados na biblioteca. Essa postura contribui para fazer da biblioteca a grande vilã da escola.
Promovendo a leitura na biblioteca escolar

Libere sua criatividade. Deixe-se levar pela criança curiosa que há dentro de você e provoque os leitores, provoque a leitura, promova o prazer de ler o mundo. Ao contrário do que se vê, é necessário pôr em prática todas as estratégias de incentivo à leitura, a fim de aumentar a freqüência na biblioteca escolar.

Primeiro, é preciso pensar em sugestões para melhorar todo o quadro descrito. Para promover a leitura, a pesquisa, a freqüência, a troca de idéias, o interesse dos usuários (antigos e novos), são necessárias algumas medidas, tais como:

1ª) Proporcionar um agradável ambiente de leitura - com a criação de espaços agradáveis para o convívio com os livros e demais suportes de leitura e diversidade de linguagens, é possível oferecer ambiências de leitura. Para tanto, podemos utilizar:

tapetes
almofadas
cadeiras confortáveis
cestos com revistas e jornais
baús com gibis e livros
quadros
cartazes com citações e frases de incentivo à leitura
espaço colorido
estante ou prateleira com novidades
É preciso criar um ambiente adequado para ler ou ouvir com prazer uma boa história, discutir idéias e trocar experiências. Na verdade, é imprescindível mexer com o preestabelecido. Faz-se mister revitalizar o espaço da biblioteca escolar, a fim de permitir e, inclusive, incentivar a permanência dos usuários no local.

2ª) Atualizar o acervo - é importante que a biblioteca escolar passe a ser seletiva e recuse livros impróprios (desatualizados ou medíocres), a fim de acomodar melhor um material que realmente tenha utilidade e urgência para o usuário.

Para atualizar e melhorar o acervo, é preciso solicitar a ajuda de todos: governo, direção da escola, comunidade, professores, alunos, funcionários e editoras. Todos podem e devem contribuir para a melhoria do acervo da biblioteca escolar, começando pela seleção do que é conveniente doar para o local. Tal doação não ocorrerá porque está atravancando a casa, mas porque será útil e despertará o interesse dos usuários.

Disponibilizar livros de qualidade também é imprescindível. Dessa forma, os usuários poderão escolher entre o que há de melhor e mais atual no mercado editorial. Assim será possível fazer a real democratização do conhecimento e da leitura. O usuário da biblioteca escolar deve ter acesso não apenas a livros didáticos (de qualidade), mas também (e principalmente) a obras literárias clássicas (originais e/ou adaptadas) bem como a obras atuais. Revistas, jornais e histórias em quadrinhos também devem fazer parte do acervo da biblioteca escolar.

3º) Organizar o acervo - é imprescindível que o usuário possa manusear diversos tipos de livros e conhecer diferentes gêneros textuais. Para que seja possível fazer novas descobertas, o usuário deve poder procurar os livros nas estantes. Dessa forma, ele irá não apenas encontrar os livros indicados pelos professores em sala de aula como também poderá descobrir um mundo de possibilidades de leitura.

A organização dos livros nas estantes deve ser facilitada por um sistema simples de catalogação - que deve ser um aliado dos usuários e não mais um empecilho entre o indivíduo e o acesso aos livros. O sistema de cores geralmente é o mais utilizado nas bibliotecas escolares. É preciso também reservar um espaço para a hemeroteca (seção das bibliotecas em que se colecionam jornais e revistas).

4º) Emprestar o material - é necessário que os livros sejam emprestados a toda a comunidade escolar: professores, alunos, funcionários. Os livros da biblioteca escolar compõem um acervo público e, como tal, devem servir ainda à comunidade periférica. Assim, familiares também devem poder solicitar empréstimo de livros e praticar a leitura em casa junto aos filhos.

5º) Adequar o horário de funcionamento com o horário das aulas e com o recreio - a biblioteca é um espaço escolar que precisa estar sempre aberto, pulsante e com novidades. Para isso, é preciso que pessoas fiquem encarregadas de manter a biblioteca aberta praticamente todo o tempo de atividades da escola.

6º) Qualificar o profissional encarregado da biblioteca - ofuncionário da biblioteca deve ser, de fato, um leitor voraz e apaixonado por livros. Somente uma pessoa que realmente gosta de ler consegue incentivar a leitura no ambiente escolar. Ele deve ser visto algumas vezes lendo. Além disso, deve ter bom conhecimento a respeito dos gêneros textuais, conhecer um bom número de autores e obras.

Deve ainda ser um sujeito criativo e gostar do contato com o público, alguém que ocupa o espaço para fazer a diferença, para trocar idéias, para orientar o usuário, habilitado a sugerir leituras e a conduzir pesquisas. Dessa forma, será capaz de modificar a atual condição da biblioteca escolar. Um educador comprometido com a prática pedagógica está apto a alterar certos conformismos.

Para uma constante atualização desse profissional, é preciso que a escola disponibilize palestras, cursos e eventos com temáticas relacionadas à leitura, à literatura, à escrita, bem como à organização da biblioteca. Esse profissional deve ir a muitas outras bibliotecas (particulares e públicas) e ser assíduo freqüentador de livrarias e sebos. Isso lhe dará mais subsídios para fazer constantes alterações na biblioteca, dinamizando-a e atraindo mais usuários.

Por fim, o funcionário da biblioteca é, acima de tudo, um educador e deve trabalhar em conjunto com os professores regentes de turma, mostrando tendências de pesquisa, de leitura e ainda divulgando os materiais e livros mais procurados. Ele pode ainda apresentar as novidades da biblioteca à comunidade escolar, a fim de que sejam realizadas novas práticas no espaço. Por isso, ele é uma presença imprescindível no conselho de classe e na elaboração do projeto político-pedagógico da escola.

7ª) Promover atividades para dinamizar o acervo e utilizar a biblioteca - aguçar a curiosidade dos usuários e seduzi-los a freqüentar a biblioteca é parte da tarefa do profissional encarregado da biblioteca e, em parte, dos professores e coordenadores pedagógicos, da direção e do governo.

Para tanto, é preciso pensar na biblioteca como um espaço de diálogo entre autores e leitores, entre o conhecimento e a autonomia discente. A escola precisa possibilitar o acesso à leitura. Assim, a biblioteca escolar deve promover práticas criativas de leitura, práticas que agucem o desejo de conhecer algo novo. É preciso instigar a curiosidade discente, e o melhor para isso é apresentar textos variados. Quanto mais eclética for a biblioteca, mais ela atenderá à comunidade escolar marcada pela pluralidade.

É curioso notar que é justamente a pluralidade que atenderá à singularidade. Uma biblioteca que atenda essa urgência será capaz de fazer a diferença no desenvolvimento do currículo e proporcionará um avanço no processo de ensino-aprendizagem da comunidade escolar.

Maria Helena Martins, em O que é leitura, aponta três níveis de leitura: sensorial, emocional e racional. A leitura sensorial é manifestada pelo tato, visão, olfato, audição e gosto. A leitura emocional lida com sentimentos. Ela fala à emoção, há identificação do leitor com a obra sem necessidade de analisar como o texto foi elaborado. Já a leitura racional enfatiza o intelectualismo e analisa o texto isolado do contexto e da emoção. Esses três níveis devem ser considerados na hora de propor alguma atividade leitora.

Obrigar alguém a ler algo sem que tenha generosamente seduzido à prática de leitura é, no mínimo, desgastar a relação entre saber e sabor. Não podemos esquecer nunca essa origem comum entre leitura e prazer.
Direitos imprescritíveis do leitor

Também devem ser considerados os direitos do leitor, que, segundo Daniel Pennac, são os seguintes:

1) O direito de não ler.

2) O direito de pular páginas.

3) O direito de não terminar um livro.

4) O direito de reler.

5) O direito de ler qualquer coisa.

6) O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).

7) O direito de ler em qualquer lugar.

8) O direito de ler uma frase aqui e outra ali.

9) O direito de ler em voz alta.

10)  O direito de calar.

Assim, são imprescindíveis atividades como contação de histórias, rodas de leitura, cirandas, concursos de poesias, contos e crônicas, encontros com escritores, ilustradores e especialistas em literatura. É importante também levar os alunos a visitar bibliotecas públicas e livrarias. Isso possibilita a reflexão acerca da organização do acervo, da multiplicidade de autores e estilos e do zelo pelo material da biblioteca, bem como a conduta de liberdade e respeito dentro dela.

Liberdade para fazer encontros entre leitores e livros, gostos e des-gostos. Respeito, traduzido em cuidado, com os livros e com o espaço da biblioteca, a fim de deslegitimar questões como o empréstimo de livros.

Apresentando a biblioteca a seu público

Na biblioteca escolar, podem ser desenvolvidas ainda atividades como estas:

Conhecendo o acervo da biblioteca: os alunos vão à biblioteca escolar e lá são recebidos pelo encarregado. Ele, tal qual um guia turístico, apresenta as seções de livros e indica pelo menos um exemplo de cada gênero, a fim de aguçar a curiosidade do usuário para os diferentes tipos de texto. Essa atividade proporciona ao usuário conhecer o acervo da biblioteca e auxilia a exploração do espaço durante o ano letivo.
Quem procura acha: nesta atividade, o professor distribui algumas indicações de leituras, respeitando o sistema de catalogação da escola e solicita que os alunos as encontrem nas estantes. Isso promove autonomia aos usuários.
Deu rato na biblioteca: os alunos são instigados pelo encarregado da biblioteca a achar livros antigos (de gêneros variados: romances, contos, crônicas, poesia, livros de arte, biografias etc.). Com os livros nas mãos, os usuários farão uma pesquisa mais aprofundada sobre a época em que aquele livro foi escrito, bem como seu autor e a obra. O resultado pode ficar registrado depois num mural dentro da biblioteca. Quem sabe sua biblioteca não possui um livro raro que será descoberto ou redescoberto pelos alunos?! Essa atividade proporciona a valorização do acervo como um todo e possibilita a prática da pesquisa.
Troca-troca literário: os alunos de uma turma levam livros de literatura usados e trocam com colegas de outra turma. O troca-troca é mediado pelo encarregado da biblioteca, que organiza o desenvolvimento da atividade. O educador poderá, antes da sessão de troca, fazer uma pequena introdução sobre a importância da atividade. Isso possibilita a socialização dos alunos e de suas leituras.
Na caixa-postal: o professor solicita que os alunos escrevam cartas com teor crítico a respeito de leituras feitas na biblioteca em dias anteriores. Nas cartas, os alunos indicam ou não indicam a leitura de tais livros e textos, argumentando, ou seja, apresentando justificativas que comprovem sua indicação. As cartas serão depositadas em grandes "caixas de correio" que serão confeccionadas pelos professores e alunos. Serão duas caixas: uma para leituras indicadas e outra para leituras não-indicadas. Essas caixas farão parte dos materiais da biblioteca. Isso estimula a produção de textos críticos, proporcionando ainda a percepção de tendências e gostos de leitura por parte dos alunos.
O meu, o seu, o nosso: o professor pode solicitar que cada aluno compre um livro de uma lista apresentada por ele (ou do gosto de cada um). Os livros circularão pela turma em sistema de empréstimo, de forma que todos leiam os livros até o fim do ano letivo. Ao final, os livros serão doados para a biblioteca da escola, a fim de que todos tenham, no ano seguinte, acesso aos livros sem exceção.
Conheça minha história:  o professor (ou o encarregado da biblioteca) solicita que sejam escolhidas biografias de escritores, pintores, cientistas, artistas etc. Após a leitura, em duplas, das biografias, além de um dia de apresentação dos textos, os alunos produzirão suas próprias biografias. Essas biografias serão elaboradas em forma de livro, confeccionado artesanalmente pelos próprios alunos. Nesse momento da confecção, a criatividade será chamada à ação.








PRECISA-SE DE BIBLIOTECÁRIOS

A instalação de bibliotecas em todas as escolas do país se tornou obrigatória graças a uma lei federal sancionada em 2010. Isso significa que, além de construir o espaço físico (o Censo da Educação, de 2008, calculou um déficit de 93 mil bibliotecas no Ensino Fundamental), será necessário formar profissionais de biblioteconomia. Hoje, o Brasil conta com mais de 21 mil bibliotecários, mas até 2020 – prazo máximo para a instalação dos acervos – esse número precisa chegar a quase 180 mil. Uma boa notícia para um mercado que também vêm crescendo por causa do surgimento de novas tecnologias, como as bibliotecas digitais.

Mercado de Trabalho

A lei federal sancionada em 2010 aquece o mercado para esse profissional. "Onúmero de escolas é muito maior do que o número de profissionais formados anualmente pelas faculdades de Biblioteconomia, e, portanto, faltarão bibliotecários no mercado nos próximos anos", diz a professora Vânia Mara Alvesde Lima, coordenadora do bacharelado em Biblioteconomia da USP, de São Paulo. Anecessidade das empresas de recorrerà internet como ferramenta para aumentar acompetitividade também aumenta a demanda pelo bibliotecário, que se especializana organização de conteúdo em espaços virtuais, na gestão de serviços de informação e na avaliação de conteúdos em bibliotecas digitais. Nesse campo, há oportunidades em empresas, centros de documentação públicos e privados, museus, editoras e livrarias. As bibliotecas públicas e universitárias são as que maistêm buscado esse bacharel. São Paulo é o estado que mais emprega, mas há boas ofertas no Rio de Janeiro e nos estados da Região Sul, principalmente, nacapital gaúcha, Porto Alegre. 

Curso

Entre as disciplinas básicas presentes no início do curso encontram-se língua portuguesa, inglês, história e literatura. Entre as específicas estão incluídas história do registro da informação, história social do conhecimento, das bibliotecas, da biblioteconomia e da ciência da informação, formação de leitores, geração e organização de instrumentos de recuperação, indexação, serviços de provisão e de acesso e arquitetura da informação. O curso oferece, ainda, aulas de introdução à economia e à contabilidade, marketing e administração de unidadesde informação. Com essas matérias, o estudante adquire o conhecimento necessáriopara montar sistemas de organização e de acesso aos dados. O estágio curricular é obrigatório e exige-se, ainda, uma monografia de conclusão de curso. 

Duraçãomédia: quatro anos. 

Outros nomes: Biblioteconomia e Ciên. da Inf. e da Documentação; Biblioteconomia e Ciên. da Inf.; Biblioteconomia e Documentação; Biblioteconomia e Gestão de Unid. de Inf.




Um pouco sobre a história do livro


Hoje vamos falar um pouco sobre a história do livro. Todos nós já nascemos em um mundo onde os livros já existem há muito tempo, forrando prateleiras, figurando em filmes, vendendo em livrarias. Por isso, poucos acabam se perguntando de onde ele veio, de onde surgiu.

Esse post fará um pequeno resumo sobre a nada desimportante história do livro. Boa leitura.

O livro como o conhecemos hoje não data de muito tempo atrás. As primeiras idéias primitivas (mas não menos importantes) de livros surgiram há mais ou menos quatro mil anos atrás, na época dos egípcios. Para registrar seus documentos, largas folhas de palmeiras egípcias eram utilizadas, transformando-se depois no papiro que conhecemos hoje, que nada mais é do que o talo dessas mesmas folhas triturados, entrelaçados e secos.

Os escribas egípcios, de certa forma, já se preocupavam com o arranjo do texto na “página”, uma vez que escreviam em colunas e inseriam ilustrações em seus textos. Após terminados, os papiros eram colados uns aos outros, e eram guardados enrolados – alguns chegavam a medir 20 metros de comprimento, suuuper prático de se ler em uma viagem ou na cama.

A substituição do papiro chegou, provavelmente, com Eumênio II, rei de Pérgamo (197-158 a.C.), na Ásia. Ele foi obrigado a pesquisar um novo tipo de base para seus documentos depois que Ptolomeu Epifânio, de Alexandria, proibiu a exportação do papiro. Surgiu então o pergaminho, ou pergamenum, a membrana pergamena. Uma pele de animal (geralmente de um carneiro) era esticada em um caixilho, seca, branqueada com giz, polida e alisada com pedra-pome.

Os pegaminhos, por serem mais resistentes do que os papiros, podiam ser dobrados com mais facilidade, aposentando a moda do documento enrolado. Daí surgiram os códices inventado pelos gregos e romanos, onde folhas eram dobradas e juntas borda com borda em uma das margens, com blocos de madeira cobertos por cera. A palavra página,usada para denominar o lado de uma folha, vem do latim pagina, ou “algo atado”.

O papel (nome derivado de papyrus em latim ou papuros, do grego) foi criado na China em data ainda não confirmada, variando entre 200 a.C. e 104 d.C., e eram confeccionados com a casca da amoreira ou com o bambu cuja polpa esmagada era transformada em fibras, espalhada sobre um tecido e deixada assim para secar.

O nome livro deriva do latim líber, enquanto o nome book data do tempo dos saxões, derivando do saxão bok, em inglês beech tree, literalmente faia, um tipo de árvore. Na época em que esse povo viveu, os domcumentos eram escritos em tábuas feitas com essa árvore.

É chinês o livro mais antigo de que se tem notícia. O Diamond Sutra é do ano de 868 d.C., e ficou escondido por muito tempo em uma caverna fechada no noroeste da China. O conteúdo, feito de textos e ilustrações, é de cunho religioso, e é considerado um dos mais importantes do documentos do Budismo.


O primeiro livro impresso com tipos móveis, a Bíblia, foi produzido por Johannes Gutenberg, alemão nascido na cidade de Mogúncia, no ano de 1455. Essa tecnologia desenvolvida por  Gutenberg derivou de seus conhecimentos em metais e de prensas utilizadas para esmagar uvas no processo de fabricação do vinho.

Porém, o uso de tipos móveis já havia sido utilizado muito tempo antes pelos asiáticos, com livros datados de 1377 pelos coreanos e impressões em blocos de madeira do século VII pelos chineses, que também já usavam os tipos para imprimir cédulas de dinheiro e cartas de baralho. Em 868 d.C. um cânone do budismo Thervada fez uso de 130 mil blocos de madeira para imprimir o livro Triptaka em xilogravura.

Bem, essa foi uma pequena parte da história do livro, que com certeza possui milhares de outros fatos que permeiam esses mais importantes que apresentei agora. Esse diminuto resumo foi baseado no livro O livro e o designer II, de Andrew Haslam.






QUEM MORRE?

Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...

Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ
Martha Medeiros